Maria no Plano da Salvação: Um Caminho Catequético

Maria no Plano da Salvação: Um Caminho Catequético

Falar de Maria é contemplar o coração do plano salvífico de Deus. Desde a primeira página das Escrituras até a vida da Igreja hoje, a Mãe de Jesus aparece como aquela que, com sua fé e obediência, colaborou de modo singular para que a salvação chegasse a toda a humanidade. O Catecismo da Igreja Católica nos recorda que “Deus enviou o seu Filho, mas para formar-lhe um corpo, quis a livre cooperação de uma criatura” (CIC 488). E essa criatura é Maria.

Dessa forma, podemos entender Maria como a mulher preparada por Deus desde o princípio, vejamos: Logo após a queda de Adão e Eva, Deus anuncia uma mulher que participará da vitória sobre o mal: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela” (Gn 3,15). A tradição cristã reconhece essa mulher como Maria, e seu Filho como o Cristo vitorioso. Assim, desde o início da história da salvação, Maria já é revelada como parte do projeto redentor.

O Catecismo explica que, para cumprir plenamente essa missão, Maria foi preservada do pecado original desde o primeiro instante de sua concepção, e é por isso que a chamamos de Imaculada Conceição (CIC 490-493). Deus a preparou para ser a “nova Eva”, aquela que, com seu “sim”, reabriria à humanidade o caminho da vida.

E é IMACULADA CONCEIÇÃO porque desde o primeiro instante de sua existência foi preservada por Deus de toda mancha do pecado original. Maria é um dom gratuito de Deus, concedido em vista de Jesus Cristo, o nosso Salvador.

No Evangelho de Lucas, encontramos um dos momentos mais belos da Revelação: a Anunciação. O anjo Gabriel apresenta o plano de Deus e Maria responde: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Esse “sim” não foi apenas um consentimento humano, mas um ato de fé profunda, que abriu espaço para que o Verbo se fizesse carne (Jo 1,14).

O Catecismo afirma que Maria concebeu “pela fé e pela obediência” (CIC 494). Sua liberdade não foi anulada; ao contrário, Deus a convidou, e ela respondeu com total generosidade. Por isso, a Igreja a reconhece como “Mãe de Deus” (Theotókos), título confirmado no Concílio de Éfeso e reafirmado no CIC 495.

A missão de Maria não terminou no nascimento de Jesus. Ela o acompanha ao longo de seu ministério, guarda em seu coração cada palavra (Lc 2,19) e permanece fiel até a cruz. Ali, Jesus a entrega como mãe ao discípulo amado e, nele, a toda a Igreja: “Eis a tua mãe” (Jo 19,27).

Segundo o Catecismo, Maria se torna “Mãe da Igreja” porque, unida ao sacrifício do Filho, coopera de maneira única para o nascimento dos filhos de Deus (CIC 963-970). Seu papel nunca diminui o de Cristo, nosso único mediador, mas manifesta a ternura de Deus que, na economia da salvação, se serve de instrumentos humanos para alcançar os corações.

Maria é o espelho onde cada cristão pode contemplar o que está chamado a ser. Ela acreditou na promessa de Deus, mesmo sem compreender tudo. Manteve a esperança viva, mesmo na dor da cruz. Viveu a caridade concreta, como vemos em sua visita a Isabel e em suas intercessões, como nas Bodas de Caná (Jo 2,1-11).

Por isso, o Catecismo ensina que a devoção à Virgem “pertence à própria natureza da piedade cristã” (CIC 971). Não adoramos Maria adoração é somente a Deus, mas a veneramos e a tomamos como mãe e modelo de fé.

Maria é parte essencial do plano de Deus. Nela encontramos a mulher que acreditou, que acolheu, que caminhou até o Calvário, e que hoje intercede por nós junto ao seu Filho. Contemplar Maria é aprender a dizer “sim” como ela, para que Cristo também tome forma em nossas vidas.

Que, à luz da Sagrada Escritura e do ensinamento seguro da Igreja, possamos renovar nossa confiança na Mãe que Deus nos deu e caminhar com ela rumo à plenitude da salvação.

Autora: Yoko Gobíra

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